Entrevista Futuro

TSN – Pedro, conta aê, de onde surgiu a ideia de montar o até então B.U.S.H./Futuro?

PEDRO – Bom, toda entrevista eu conto isso, então peço desculpas para quem já leu essa história antes.

TSN – Manda ver aí.

PEDRO – Foi assim: em 2003 o Kalota e o Daniel do Discarga me chamaram para montar um projetozinho sem compromisso.  Na época o Juninho e o Nino do Discarga eram roadies do RDP e o Boka, batera do RDP, tocava no I Shot Cyrus, daí sempre que o Ratos estava ocupado a gente não podia tocar. A ideia então era algo para a gente poder fazer um som sem se preocupar com a agenda deles e também dar uma variada no som, e para ser um pouco diferente do Cyrus e do Discarga. A gente então só ensaiou algumas vezes e no final gravou o ensaio, a qualidade ficou um lixo, mas para poder lançar eu deixei tudo distorcido, estourando, porque aí pelo menos ficava extremo (Risos)…  Fizemos uns 20 CDR’s e foi isso…

Ah sim, o baterista era o Rodrigo, que hoje toca no Noala. E tipo, por causa desse barulho todo, a demo não representa bem o estilo da banda original. E muito menos o estilo que a gente seguiu depois, daí a gente parou e um ano depois decidimos voltar a banda, já com o Alemão tocando. Foi quando REALMENTE a coisa começou. Logo, a gente gravou 14 músicas num estúdio de verdade e desse material saíram nossa demo e os primeiros dois EPs.

TSN – Então originalmente o som era diferente do que saiu depois que vocês gravaram, inicialmente o som caía mais pra que?

PEDRO – Acho que as referências eram tipo Deep Wound, Neon Christ, começo do Gang Green, umas coisas bem rápidas mas não muito pesadas, manja? Uma ou outra guitarrinha mais Black Flag, etc… Mas por motivos técnicos a gravação fodeu com essa ideia e ficou parecendo Exclaim (Risos).

TSN – Mas e aí, vocês não gostaram do resultado? por que o New American Century, eu acho LINDO.

PEDRO – Não gostamos do resultado dessa primeira demo, mas isso ainda é 2003. O New American Century eu também acho lindo, mas é de 3 anos e duas gravações depois. Após essa primeira demo rolou a sessão de 2004 que gerou o primeiro EP e o split com o Dick Cheney. Em 2005 teve a segunda demo/split com o Bruce Banner. Só depois disso, em 2006 é que veio o New American

              Fotos por: Mateus Mondini

              Fotos por: Alex Almeida

TSN – Esse split com o Dick Cheney eu confesso que nem sabia da existência, mas eu esqueci completamente do split com o Bruce Banner mesmo. Sairam quantas cópias mais ou menos de cada split? E ainda é possível encontrar em algum buraco obscuro?

PEDRO – Pô, acho que dá para achar sim! O split com o Dick Cheney provavelmente é mais difícil. Acho que saíram 500 cópias de cada um. O primeiro, da 625 saiu nos top 10s da Maximum Rock And Roll e acho que por isso esgotou muito rápido.

TSN – B.U.S.H – buy us some heroin ou buscando um satânico homicida? qual é a real do nome original? (até rimou)

PEDRO – O nome na real era o presidente mesmo. A gente colocou sigla para não ser igual à banda Bush grunge horrível, daí ficávamos inventando esses nomes, tipo o que o MDC fazia: Millions Of Dead Cops, Millions Of Damn Christians e etc…

TSN – Uma coisa que me chama a atenção no som de vocês é a nítida (pra não dizer brutal) influência da década de 60, guitarra com fuzz, uns delay na voz e coisa e tal, isso tudo é proposital? as gravações eram pra sair com essa cara mesmo ou foi algo mais casual que de repente juntando uma coisa alí e outra aqui acabou resultando nesse aspecto cavernoso (no melhor sentido da expressão) dos 2 primeiros discos?.

PEDRO – Ah, foi proposital, com certeza. Depois dos primeiros EPs, que foram gravados sem muito recurso, a gente quis algo mais interessante em termos de som, já estávamos compondo umas músicas um pouco mais trampadas também e eu já tocava elas imaginando o som que teria mais a ver. Eu sempre curti muito esse lance de gravação, timbres e etc. Acho que isso é metade da graça de qualquer disco, e também sempre fui fanático por esse lado mais radical do rock da década de 60 e para mim fazia total sentido combinar essa sonoridade com o hardcore.

Se você escuta umas coisas como as produções do Phil Spector do início, rockabilly e blues dos estúdios da Sun Records e coisas do gênero, você entende a importância que essa aura sonora cria na nossa compreensão da música. Acho que a gravação certa potencializa muito a emoção que o disco vai induzir nas pessoas.

Mas os anos 60 não foram a única influência nessas gravações, se você ouve por exemplo as produções do Greg Sage, tanto no próprio Wipers como em outras bandas como Sado Nation, você vê que é uma referência, assim como um monte de coisa de punk e pós punk inglês do fim dos anos 70, os discos do Big Boys, enfim… é muita coisa, mas sim, resumindo, foi proposital, depois do approach “sequinho” a gente apelou para o lado contrário. Acho que isso virou parte da identidade da banda.

TSN – No duro, por sinal tem uma musica no MMX que eu acho total Nasty Facts, mas enfim, outro dia li uma resenha do ruivo se não me engano, não tenho certeza se era dele mesmo, mas era algo que dizia mais ou menos que vocês tinham conseguido o equilíbrio perfeito entre essa pegada mais 60, garage e o hardcore, eu também acho e concordo plenamente com isso, mas o que você acha disso? e se você também concorda, a partir de que disco você acha que isso ficou mais evidente e acabou  se consolidando como característica da banda?

PEDRO – (Risos) Nunca tinha ouvido falar de Nasty Facts, mas estou ouvindo aqui agora, Amei. Que música você acha que parece?

TSN – Não lembro agora o nome da musica, é uma meio alegrinha, alias, é a única musica alegrinha do MMX. (*a musica é Desespero Juvenil )

PEDRO – Mas voltando, acho que apesar da influência garage já existir desde o começo (vide músicas como “Hijos de Puta”), ela ficou mais evidente a partir do New American mesmo. Acho que é o disco mais “anos 60″ da gente no geral. Nesse disco a parte garage é muito garage e a parte hardcore é muito hardcore. Elas se misturam bastante, mas o disco vai bem para os dois extremos.

Já no “São Paulo”, acho que a coisa está mais homogênea, pegando uma cara mais própria e filtrando as influências de um jeito menos óbvio. Por exemplo, no New American você tem uma música como “Eu Não Sou Skate Punk”, que é ultra hardcore até de repente entrar a parte garage, que é obviamente tirada dessas coisas tipo Count 5 e Yardbirds. Já no “São Paulo”, rola um clima meio garageiro, mas é tudo meio que misturado, não dá tanto para dizer que tal parte é garage, tal parte é hardcore. Acho que já rola uma síntese ainda maior e no MMX e no novo EP essa tendência continua.

O MMX tem também uma influência maior de punk/pós punk inglês do fim dos 70, eu acho. Na real a gente sempre também bebeu muito dessa fonte Wire/Joy Division/etc…, mas talvez isso tenha ficado mais aparente. Mas é isso, a gente vai do punk ’66 ao hardcore dos anos 80 e de hoje numa boa e conforme a fase, a coisa pende para um lado ou para o outro, espero que a gente esteja cada vez fazendo algo mais próprio, seja lá qual for a influência.

  Foto por: Mateus Mondini

TSN – Eu INFELIZMENTE ainda não tive a oportunidade de escutar o EP novo inteiro, mas eu concordo quando tu diz que o MMX já tem umas influências de pós punk e tudo mais e por alto a impressão que eu tenho é que o MMX foi meio que um divisor de águas, musicalmente falando, isso tem haver com esse lance de explorar outras coisas mesmo ou foi uma “mudança” natural?

PEDRO – Acho que a mudança sonora no MMX foi natural… Mas olha só, se você voltar no New American, já tem umas músicas tipo Darby Crash, Pesadelo e Bush Klan 2 que têm esse lado pós punk bem evidente.

Mas enfim, sobre o MMX, tem duas coisas importantes aí: uma é que teve um hiato de 3 anos depois do São Paulo, o que é suficiente para o som mudar um pouco, e outra é que, a época em que o disco estava sendo feito foi muito tensa, tanto na banda, que teve problemas de formação, crises e tal, quanto no lado pessoal, acho que para todos nós. Uma coisa marcante foi a morte de um grande amigo nosso, que foi com a gente em turnê na Europa inclusive, o Jegão. Foi uma coisa que me abalou muito na época e que durante anos eu nem comentava em público, mas que tem uma influência óbvia no disco, tanto pela perda em si como pelo que a coisa toda significou simbolicamente, foi uma mudança de fase na vida, eu acho. Além disso, minha avó, que era como uma mãe para mim teve câncer e acabou morrendo também exatamente na época da gravação, isso sem contar outras coisas ruins menos brutais…

Foi uma época de zikzira extrema, resumindo. Todo mundo que ouve percebe que é um disco melancólico e cheio de tensões, e por mais feia que tenha sido a época, acho que o fato dessa angústia toda se expressar no disco dá um valor fodido para ele, toda vez que eu canto a música “Rumo Ao Fim”, eu lembro disso tudo e fico um pouco comovido, até hoje. Isso que eu falei é a minha parte da coisa. O resto da banda com certeza teve a sua própria experiência dessa época, seus próprios problemas e tensões. Estou falando só por mim aqui.

TSN – Bem foda ter acontecido tudo isso ao mesmo tempo, sabendo desse tipo de coisa acho que o clima meio down do disco fica até mais obvio. E “Rumo ao Fim” realmente é uma musica tocante de várias formas, mas aproveitando o gancho de você ter falado em problemas de formação e tudo… No EP novo sai o Kalota e a Mila assume os vocais, antes de a gente começar eu te perguntei se tinha algum problema falar sobre isso e você disse que não, então eu te pergunto, qual foi o motivo da saída do Kalota?

PEDRO – Não é nada muito interessante na verdade, (Risos)… O que rolou foi que o Kalota estava meio de saco cheio de ficar ensaiando e tocando por aí toda hora, de ter um compromisso com um monte de banda e fazia anos que ele falava que queria dar uma desacelerada. O fim do Cyrus já teve um pouco a ver com isso, inclusive. Daí a gente tinha acabado de lançar o disco e ele saiu para ficar só com o Inimigo, que estava para entrar em estúdio, cheio de planos e tal.

Com o B.U.S.H./Futuro o Kalota gravou um monte de disco e fez uma turnê na Europa, enquanto que o Inimigo fez muito pouca coisa nesses anos todos entre os dois álbuns deles. Agora é que eles estão mais ativos, vão fazer turnê e tal. Isso é compreensível, coitado do Kalota, teve época que ele teve 4 bandas ao mesmo tempo, não tem santo que aguente esse ritmo por tanto tempo. E não teve crise pessoal nenhuma, a gente está junto toda hora, toca juntos sempre, ele e o Alemão têm loja, etc… Foi uma saída 100% relax, a única coisa foi que por uns poucos meses a gente ficou meio na dúvida sobre o que fazer, mas rolou o mais óbvio e lógico que foi a entrada da Mila. Que, sem brincadeira, foi uma coisa que me deixou muito, muito feliz; salvou a banda e não só deu certo como acho que melhorou. Não pelo Kalota ser “pior”, obviamente, mas por criar novas possibilidades musicais e dar para a banda a oportunidade de ter uma pessoa mais empolgada novamente. Acho que ela trouxe consigo uma sensibilidade diferente que se encaixou perfeitamente ao caminho que a gente estava tomando já há algum tempo.

TSN – E como que foi a receptividade (de quem estava de fora) com relação a entrada da Mila na banda, rolou um estranhamento inicial ou foi natural?

PEDRO – Olha, não teve uma pessoa, que eu me lembre, que falou que achou pior. Muita gente gostou mais e comentou que a banda melhorou, e desde o primeiro ensaio eu já achei que seria assim. Novamente, não que estivesse ruim com o Kalota, pelo contrário, ele é o melhor vocalista de hardcore do Brasil junto com o Farofa, na minha opinião. Mas acho que por algum motivo o vocal dela encaixou como uma luva e acho que o Kalota é o primeiro a concordar com isso se você perguntar para ele, (Risos)… Aliás, quando ele saiu ele aconselhou a gente a pegar uma vocalista mulher, e se não fosse ela seria quem? Ou seja, acho que ele já sabia antes mesmo da gente que ela entraria na banda.

TSN – Além do vocal, outra coisa que mudou foi o nome, por que mudou, e por que Futuro?

PEDRO – O nome mudou porque a gente não gostava de B.U.S.H.. Nunca gostamos na real. Quando me chamaram para fazer a banda o Kalota e o Daniel já tinham inventado o nome, daí o Alemão entrou e acho que não teve a manha de pedir para trocar, (Risos)… Desde então a gente pensou em mudar algumas vezes, mas quando viu já tinha EP, LP, turnê e o diabo a quatro. Até que rolou esse hiato entre 2007 e 2010 e foi a oportunidade perfeita para mudar.

O nome Futuro veio de uma idéia do Kalota, ele sugeriu Future Days, que é um disco do Can, mas a gente queria nome em português e que não fosse referência de disco, música, etc… Daí eu sugeri Futuro e eles gostaram. A ideia é a mesma de “Future Days”, só que mantendo só a essência do significado mesmo, sem referências pop. Quer dizer o futuro mesmo, igual está no dicionário.

Foi meio proposital colocar um nome assim “concreto”, não sei qual é a visão do resto da banda sobre isso mas eu queria sair um pouco desses padrões de nome de banda de hardcore que são meio que só um exercício de estilo e forma, entende? Quis causar um certo estranhamento mesmo, porque acho que a coisa toda ficou confortável demais dentro desses padrões auto-referenciais, e na maioria dos casos são referências que olham para trás. Futuro é o contrário disso, é um conceito e uma imagem que a pessoa pode pensar de várias maneiras.

Também pode ser uma reação, sem querer, à gente ter ficado anos com um nome engraçadinho que a gente sentia que não representava a banda. Nós não queriamos ser uma banda irônica, mas acho que o nome passava um pouco essa ideia.

TSN – Pedro, você é um cara profundo. (Risos)

PEDRO – (Risos) Não sou muito profundo não, só dou explicações profundas.

TSN – Quando eu estive em São Paulo no inicio do ano, nós estávamos conversando e eu te disse que o Machete tentava imitar o B.U.S.H./Futuro (Risos), apesar de ser verdade mesmo, depois eu fiquei com uma puta vergonha, mas acontece; aí você disse: ah Robson mas vocês tem que imitar as bandas que a gente imita. Obviamente você estava falando das influências que vocês tem, quais são e, ainda são as mesmas do inicio da banda?

PEDRO – Porra, é foda, dá para ir de A a Z eu acho, a gente é muito nerd de som e curte muita coisa diferente. Eu já fiz riff pensando em coisas que vão de Crucifix a Smiths, mas acho que se eu fosse de verdade ensinar alguém a fazer o que a gente faz, a dica que eu daria seria mais ou menos o seguinte:

1- Absorva bem o punk californiano entre 1977 e 1981, incluindo aí coisas da Dangerhouse, Posh Boy, obviedades tipo X e Circle Jerks e etc….

2- Pegue o espírito do punk dos anos 60. Para isso ouça o máximo que puder de coletâneas Pebbles e Nuggets e escolha as 20 melhores músicas.

3- Ouça muito Wire e o primeiro EP do Joy Division, ou então pegue umas amostras de bandas dos anos 80 ligadas ao hardcore com referências do rock antigo e/ou meio pós-punks e faça uma versão meio manca. No caso, essas bandas seriam por exemplo Wipers, The Last, The Left, Husker Du, Meat Puppets, Salvation Army, Saccharine Trust, Dinosaur Jr, Minutemen e por aí vai… acho que esse tipo de coisa é o nosso ponto de partida sempre. Não para imitar exatamente o som mas para ter como inspiração, pela mentalidade.

TSN – A receita do futuro (sem trocadilho).

PEDRO – É, mas não quer dizer que a gente chegue aos pés dessas bandas… Ah, e agora tem muitas referências de bandas com vocal feminino, claro: X, Siouxsie & The Banshees, Avengers, Sado Nation, UXA, etc…

  Foto por: Mateus Mondini

TSN – Fala um pouco do EP novo, como foi fazer esse registro com a Mila e o que tá rendendo?

PEDRO – Foi muito legal gravar o EP novo. Eu adoro fazer música nova, acho que é a coisa mais legal de ter banda e rendeu muito bem com a Mila. Ela trouxe as letras dela, que ficaram muito fodas e encaixaram nas bases com perfeição, e no estúdio foi bem tranquilo, gravamos rapidinho e eu mixei em casa. Quem lançou foi o Alemão mesmo (Spicoli discos) e o nosso amigo Mateus Mondini (Nada Nada), que mandaram prensar nos EUA. Aliás, tá rolando distribuição por lá e na Europa também. A arte ficou bem legal, foi o Bá que fez e o Alemão imprimiu as capas em silk screen.

Ou seja, está tudo bem artesanal e muito bonito, por enquanto a gente ainda não fez muito alarde, mas logo mais vai rolar show na Verdurada e tal, vamos fazer mais propaganda e acho que mais gente vai pegar o disquinho.  Já tivemos respostas muito positivas, muita gente já disse que é o nosso lançamento favorito até agora, o que é sempre bom de ouvir. Agora estamos para gravar mais duas músicas novas, vamos ver no que dá!

TSN – Pra fechar, fala aí qual o futuro do Futuro, sem pretérito perfeito, o que está por vir se o mundo não acabar?

PEDRO – Agora a gente quer, antes de mais nada, continuar compondo sons novos e tocar o máximo possível pelo Brasil. Tem muito lugar onde a gente ainda não tocou, começando por Belém mesmo e pelo Nordeste. Vamos ver se agora a gente consegue chegar por aí!

TSN – Pedro, como já é de costume por aqui, queria te agradecer muito pela entrevista e por ter se prontificado de cara em fazer a parada acontecer, espero que as pessoas reconheçam mais o futuro (que na minha opinião é uma das melhores bandas de hardcore/punk do brasil), tomara que role uma tour e que passe por aqui também, gravem mais sons, façam mais shows e, consequentemente, a minha felicidade e a de quem curte a banda. Algum recado final pra quem lê aqui .

PEDRO – Fico feliz da música que a gente faz significar alguma coisa para as pessoas, é o que eu mais gosto de fazer e é muito bom poder falar sobre isso, não tenho nem o que dizer.

Espero que vocês leitores gostem e tirem alguma coisa do que a gente faz para vocês, quem quiser entre em contato com a gente: bushklan@gmail.com ou no facebook. É só procurar Futuro/B.u.s.h. e deixar seu recado.
Chame a gente para tocar na sua cidade, a gente só pode uma ajuda para o transporte, uma caminha e, se der, um lanche. E, acima de tudo, façam suas próprias bandas, não sigam regras só porque todo mundo segue e não tenham medo de gostar de qualquer tipo de música que fale a verdade e expresse sentimentos importantes.
Acho que é isso!

Futuro – MMX (2011) | Pratice Demos (2011) | 7″ EP (2012) – download

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