Homem Elefante & Ameaça Cigana – split

E pra quem reclamou que eu só resenho disco velho, o que não é totalmente verdade pois a alguns dias atrás eu lembro de ter convertido, subido, resenhado e disponibilizado pra download um LP recém lançado do Criminal Code, mas de qualquer jeito, pra quem quer mais coisa nova, aí vai com muito prazer.

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 HOMEM ELEFANTE

Punk raivoso com batidas em parte dançantes e guitarras Germnianas, no melhor sentido da expressão, banda de volta redonda, relativamente nova que chegou como quem não quer nada e depois de sair em um 5 way com Velho, Renegades of Punk, Ornitorrincos e Estudantes, fez muita gente sentir cheiro de raiva e ansiedade pro que viria depois.  Esse ano a banda lança mais um registro com 7 sons lindezas no side-A deste ótimo vinil 12” que saiu no Brasil pela famosa Läjä do Espirito Santo em parceria com Rock mutante e Raw, ambas de Brasília. Pra quem ainda não escutou, os caras fizeram a grande gentileza de disponibilizar as 7 faixas da banda contidas no Split pelo soundcloud. Bateu a curiosidade, escuta e depois é só correr pro abraço.

myspace

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 AMEAÇA CIGANA

Eu tenho que reconhecer que fazia um tempo que eu não escutava “hardcore mais rápido”, e dá pra dizer que passado um tempinho é muito bom escutar algo que de certa forma não te lembra (ao menos não logo de cara) algo que já foi feito mais especificamente, obviamente tem cara de hardcore americano 80’s mas fica por aí, o que na minha opinião é ótimo por mais absurdo que pareça. No side-B, que abre com uma música intitulada Ameaça Cigana, temos 10 sons… eu diria que, sujo, ácido e direto talvez seja a melhor forma de descrever os sons desse quarteto Brasiliense, certamente foi uma das coisas “Brazucas” mais legais que eu escutei esse ano, e como se não bastasse a coisa ser boa por si só, os caras ainda fecham o disco com um cover bonito dos americanos do Poison Idea. Quer mais o que?

myspace

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2 ótimas bandas, arte excelente, 5 cores de vinil e 4 cores de capas diferentes, não é sempre que tem esses lançamentos legais e pra você que é colecionador consumista (como eu) ouvi dizer que já tem pouquíssimas cópias, depois que acabar e tiver gente vendendo o olho da cara no ebay ou seja lá onde for não adianta chorar. Só um toque.

Homem Elefante & Ameaça Cigana – split (2012) – buy it

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Entrevista Metade Melhor

Em 2011, membros de bandas como Futuro, Speed Kills, Still Strong, La Revancha, Ideocrime e Vítima, resolvem fazer algo influenciado por Jawbreaker e bandas da SST, Dischord e Subpop, mas sem muito cunho político de certa forma. O resultado não poderia ser outro. Confiram o papo que rolou com Xavero (guitarra e voz) e Xopô (guitarra e voz) na madrugada de 2 de Junho de 2012. Divirtam-se!

TSN – A mais ou menos 5 ou 6 anos atrás eu fiz uma entrevista com o La Revancha pra um zine que eu escrevia na época, se não me engano a entrevista rolou no mesmo período em que vocês tocaram no programa do gordo. A entrevista nunca chegou nas mãos de vocês e nem nas mãos das outras bandas por que eu não cheguei a lançar o zine por algum motivo que eu não lembro, até hoje tem uma pilha daquele zine lá em casa, deve ter uns 200, e hoje cá estamos nós de novo, outra banda, outra entrevista mas dessa vez sai o bagulho… Então papo furado a parte, Xopô e Xavero, vocês que tocam em um monte de banda bagaceira, por que montar uma banda como o Metade Melhor?

Xavero – Isso, você chegou no ponto certo, eu sempre toquei em banda bagaceira, hardcore rápido, pesado e etc. Só que nesse meio tempo eu sempre escutei esse tipo de som mais na manha, acho que o mesmo caso o Xopô, porém isso começou a me tocar mais nos últimos tempos, senti a necessidade de escrever músicas sobre o que eu pensava, desde lances pessoais e tal, colocar pra fora, isso saia fácil no violão ou na guitarra desligada, ai juntou com as bandas que eu estava ouvindo demais na época, Jawbreaker, Hüsker dü e toda a escola Sst, Dischord, muita coisa grunge da Subpop, ai acabei montando a banda nessa vibe mesmo, mas sempre tive a preocupação de não soar hardcore melódico, não soar brega sabe? Ser uma parada intensa sempre foi o primeiro proposito pra mim.

Xopô – Pô, vira e mexe eu penso sobre isso também. Durante um certo tempo eu tive bastante receio de começar a curtir bandas mais melódicas porque achei que nunca mais voltaria a escutar coisas mais pesadas. E bom, não foi o caso, eu continuo pirando demais em hardcore, independente da vertente, mas mesmo que isso tivesse acontecido, pra mim a necessidade de fazer algo mais “trabalhado”, digamos assim, também surgiu. E não é só isso; acho que tava na hora de conhecer mais sobre música mesmo… abranger mais e tal. Sei lá, eu não acho que essa linha melódica/grunge/indie é uma evolução ou algum tipo de regresso musical; simplesmente deu vontade, e achei que desacreditar dela não valeria a pena!

Metade Melhor | Matinê Punk | São Paulo (Foto por: Mateus Mondini)

TSN – Eu sei que o xopô não faz parte da banda desde a primeira formação por que ele me contou á algum tempo, como foi que ele entrou na banda? Depois que ele entrou mudou algo? Aceito as duas versões da historia.

Xopô – Xavero começa! (risos)

Xavero – (risos) Isso, a primeira formação era um trio, Alemão, Mila e eu, na tentativa de ser um Jawbreaker tupiniquim, as bases, a gente fez nessa formação, até rolava legal nos ensaios, mas depois do primeiro show foi batata, senti falta de outra guitarra, sempre falava isso pro Alemão, pois a coisa tava ficando muito punk rock e simples demais. A ideia da banda não era fazer algo total trabalhando, mas também nunca quis ser só punk rock, era sempre um pé na Dischord e outro na Subpop sei lá, sempre mesclando isso, queria deixar o som mais gordinho, se é que me entende. Eu já havia comentado sobre a banda com o Xopô, ele como sempre foi meu amigo, o primeiro show ele tava presente, passado um tempo ele comentou comigo que estava com um projeto mais melódico e tal, que iria cantar, chegou a me mandar uma música, na hora eu curti demais, comentei com o Alemão e com a Mila sobre chamar ele, todo mundo curtiu a ideia, já tinha comentado com ele por cima, ele curtiu muito, no primeiro ensaio ele já chegou com as músicas todas na base e cheio de ideias. O fato é que a entrada dele somou muito com a banda, tanto musicalmente quanto no animo, um cara que entra pra somar e tocar, não apenas tocar.

Xopô – Pô, eu vi a banda surgindo, quase. Acho que fui um dos primeiros a comentar sobre os vídeos dos ensaios que a Mila postava no youtube e pouco tempo depois o Xavero tava me pedindo opinião sobre as musicas também, foi tudo muito junto. Eu acho o Metade uma banda autêntica e quando eu entrei, percebi que todo mundo tava nessa vibe de acrescentar no som tudo que fosse possível pra complementar a ideia. Isso que o Xavero falou é crucial, a parada tem que funcionar pra somar, e sinto que todos estão fazendo o que podem da melhor maneira possível; isso dá um ânimo absurdo.

TSN – Eu lembro que quando estive em SP no início do ano, o Xopô comentou comigo sobre os primeiros ensaios que ele tava fazendo com uma banda nova junto com o Alemão, Xavero e tudo mais, perguntei como chamava a banda, e ele disse “o nome é Metade Melhor” achei animal o nome, mas logo de cara nem me liguei, outro dia em casa tava escutando o disco do One Last Wish e me toquei que tem uma musica deles chamada “My better half”, me senti o sherlock holmes por achar ter descoberto de onde tinha saído o nome da banda… Então eu pergunto, o nome veio daí mesmo? Se não, de onde veio?

Xavero  – Quaaase!

Xopô – Caraleo, você foi ainda mais longe!

Xavero – o nome veio da música “Better Half” do Jawbreaker, depois de pensar em vários nomes, esse foi o mais legal e como a gente canta em português, rolou esse.

Metade Melhor | Enfin Festa #2 | São Paulo (Foto por: Vitor Fiacadori)

TSN – Então passei raspando, mesmo tendo ignorado o óbvio (risos). Mas então, por que em português e não em inglês, considerando que a maioria das bandas nessa linha geralmente opta por cantar em inglês?

Xavero –  Pô, porque minha maior inspiração pra fazer esse tipo de som é meu brother Carlinhos, que sempre me ajudou em tudo desde quando montei a banda, até letra a gente escreveu junto, recentemente ele fez uma base e me mandou até. Againe e Polara são os grandes exemplos pra mim que se pode escrever em português, falar de coisas pessoas, com seriedade, intensidade sem soar brega.

Xopô – As palavras dele são as minhas, sem saída nessa! (risos)

TSN – Fora as bandas dos anos 80 e 90, eu admito que não conheço muitas bandas atuais que sigam a mesma linha de som de vocês (pra não dizer nenhuma), salvo o Jersey Killer da argentina que tem algo bem parecido. Em SP, tirando o Againe que voltou recentemente, tem outras bandas que de repente tem uma proposta ou mesmo só a sonoridade similar?

Xavero – Cara, que tem o cunho mais puxado pro punk rock eu não conheço. Eu posso citar o Twinpines, mas é a galera mais guitar e tal, mas que toca o som na nossa pegada, acho que Againe mesmo, sei lá.

Xopô – Eu vejo um identificação com a galera de fora do punk também, não sei porque. O lado bom disso é que as bandas similares não são, necessariamente, tão parecidas com a gente; cada uma tem uma identificação bem bacana. Bom, de exemplos que me vem à cabeça; Twinpines, Single Parents, Fire Driven, Againe, The Alchemists, O Inimigo, Futuro, Doppelgangers e por aí vai.

TSN – O contraste musical chega a ser um problema pra tocar, levando em conta que a maioria dos shows são compostos em maior parte por bandas rápidas e mais agressivas, ou em São Paulo já existe atualmente uma cena mais “punk rock” 00’s (digamos assim)?

Xavero – Na real tem uma cena melódica aqui em SP, que aceita bem esse tipo de som. O fato da gente sempre ter sido envolvido com essa pegada de som mais suja, ter contato com a cena sxe, essa galera acaba curtindo ou se aproximando mais, pelo contato que tem com a gente. Aqui em SP estão surgindo mais espaços pra show assim, tem o S/A em pinheiros que abre espaço para as bandas do nosso estilo, tocamos lá a um tempinho, show foi ótimo, só tocou a gente, mas foi divertido demais, colou mó galera diferete. Tem algumas bandas mais na manha, mas que seguem outra lin ha, que nós acabamos tocando juntos como rolou na matinê punk rock do Pedro, Gato Pardo e tal. Acho que existe bastante gente que gosta desse tipo de som, mas essas pessoas ainda não participam de cena.

TSN – Aproveitando o gancho, já que todos os integrantes da banda são straight edge(s), vocês abordam algo relacionado a isso nas letras ou deixam essa postura em evidencia de alguma maneira dentro do Metade Melhor?

Xavero – De outra maneira, pelo menos por mim eu não pretendo levantar uma bandeira de sxe com a banda, é um lance pessoal que é muito importante pra todos os integrantes, as vezes de forma subliminar a gente possa expor isso em alguma letra, marcando a mão com X nos shows, mas não assumindo uma postura de banda sxe, pois não tenho pretensão em propagar esse tipo de mensagem com o Metade Melhor, rola uma liberdade, mas esse não é o foco.

Xopô – É bem por aí mesmo. Todo mundo da banda é vegan e straight edge, mas a gente compartilha isso de uma forma meio individual; é mais uma questão de afinidade do que qualquer outra coisa, nem sei dizer se isso afeta em algo nas composições… creio que não. Aliás, pelo menos nesse momento sinto que deixar de levantar essas bandeiras não vai mudar em nada nosso caráter, e ainda sim o que estamos compondo não vai deixar, sei lá, de ser sincero, saca? Talvez seja até mais… “falamos disso outra hora, e se der na telha!”  (risos)

TSN – Ainda sobre o assunto, em poucas palavras, como vocês veem o straight edge atualmente?

Xavero – Vejo ele separado infelizmente, eu acabo percorrendo por vários lados, mas vejo que as pessoas continuam colocando barreiras musicais e estéticas no sxe, mas posso dizer uma coisa, está melhorando, a uns anos era pior, pelo que eu tenho visto na cena, tende a melhorar, espero que o sxe volte a ser algo com que as pessoas se importem e queriam levar essa ideia em frente.

Xopô – Eu vejo o sxe como algo cada vez mais separado, também. Não sei dizer se isso tem acontecido pela criação de muitas barreiras musicais e estéticas ou pela quebra das que já existiam. Isso é meio confuso pra mim, fico encafifado toda vez que tento esclarecer isso na minha cabeça, sei lá, não consigo achar uma resposta sólida. Talvez isso seja bom; pelo menos no que diz respeito a São Paulo, eu vejo a cena sxe como algo maduro, onde as pessoas se juntam para falar sobre as afinidades que tem, e eu acho que é assim que tem que ser, sendo bem realista. Afinidades que tem, não necessariamente vidradas na ideia de que “não beber é legal”, saca?!

Metade Melhor | D.I.Y. Fest | São Paulo (Foto por: Wander William)

TSN – Disco, por que ainda não lançaram nada? Pretendem lançar algo quando?

Xavero – Disco, pô, a gente já tem as músicas prontas, esse ano a gente já lança, vamos marcar estúdio o quanto antes.

TSN – alguma previsão?

Xavero – 2012 (risos)

TSN – (risos)

Xopô – (risos)

TSN – boa

Xavero – Pô, eu vou pra Europa em agosto, quero gravar em julho no máximo sei lá, depende dos compromissos de todos.

TSN – Pra fechar, queria agradecer demais a vocês pela entrevista, demorou mais saiu mesmo que aos trancos e barrancos e ainda assim foi classe A, espero poder voltar logo por aí pra dar aqueles rolês maneiros de trupie com o Xopô e Esbarrar com o Xavero na Paulista. Força no Metade Melhor. Agora fica aquele veeelho, porém clássico espaço pra vocês dizerem o que quiserem, mandem brasa.

Xavero – Arte, música, barulho, qualquer tipo de manifestação sincera e que tem envolvimento com contra cultura é valida, vamos ter mais raiva, falar de dentro mesmo, colocar mais intensidade pra fora, espero que as pessoas valorizem isso cada vez mais fora e dentro do nosso circuito. O hardcore é o lugar onde você pode ser você mesmo, então vamos jogar limpo com o que nos temos, usar isso de forma positiva, sem ambições sabe? Tentando mudar alguma coisa, mesmo que seja você, valeu o espaço Robson, muito obrigado pela oportunidade, sempre sxe.

Xopô – Puts, as palavras do Xava são as minhas também. O que propomos é: pegue toda a sua raiva de espírito, bote o máximo que conseguir dela para fora e da maneira mais sincera possível e “voilá”; é nesse pé que estamos…dê um flex your head nas ideias e deixe um pouco de lado a abstração cotidiana, afinal nós não fazemos parte de uma cena perfeita, cometemos erros e convivemos com pessoas imperfeitas, mas estamos vivos e sendo nós mesmos. Incentivamos a todos que estiverem lendo que façam o mesmo; é preciso primeiro se (re)conhecer pra depois poder evoluir.

TSN – E enquanto os caras não lançam nada, ficam 2 videos da banda pra conferir e ficar na expectativa do disco.

Belgrado

Pense no início da depressão pós-punk polonês, mas com um toque dançável, nada mais nada menos. Direto dos subúrbios de Barcelona surge esta que, assim como várias bandas que apareceram na Espanha nos últimos 3 anos também não deixa nada a desejar para os amantes do estilo. Influenciados por Siouxsie And The Banshees, 1919, Killing Joke e Skeletal Family como eles mesmos dizem, Belgrado é mais uma das “novas” bandas do punk obscuro saídas do útero do Warsaw/Joy Division e eu devo adimitir que isso muito me agrada.

Belgrado | Barcelona – Espanha

Tirando o fato de a banda ter um vocal feminino, o baixo em evidencia e as guitarras ecoadas fazem uma combinação perfeita que de certa forma me lembra bastante os americanos do Wipers em alguns momentos, em termos gerais pra quem tá ligado e gosta das bandas do “novo pós-punk” é prato cheio e sem arrependimentos certamente.

A banda, que contém integrantes do Jauria, Infame, Drömdead, Los Dolares, Etacarinae, Alerta Alerta!, Miraz e por aí vai, fez no ano passado uma tour pela Europa de 35 shows em 35 cidades diferentes, que durou de 12 de Maio a 19 de Junho e haja fôlego, coisas que o punk proporciona como nada mais. No mesmo ano saiu o LP auto intitulado do quarteto que contém 10 musicas de qualidade inquestionável, destaques para “Dead Generation” e “Zapomnijmy”, ambas no Side B do album.

Então sem mais delongas fica aí esse excelente album de 2011 lançado pelos selos Discos Enfermos, Static Age e Oficyna Paranoja, que deu o que falar, infelizmente não no Brasil ao que tudo indica, mas nada com que nós já não estejamos acostumados. Divirtam-se.

Belgrado – s/t (2011) – download

Criminal Code

Logo de cara, nas primeiras notas fica a impressão de que você está escutando algo que remete muito Spectres, meio sombrio talvez, mas então você escuta de novo, e escuta e escuta e acaba se dando conta que essa banda segue uma linha que cai muito mais pra Hüsker-dü bem do início, as guitarras são boas, vocal com uns delays bem evidentes, baixo e bateria na medida certa e não da pra não citar que do começo ao fim dá a impressão de realmente estar escutando algo lançado nos anos 80, o que atualmente é quase uma constante na maioria das bandas que vieram dessa mesma “safra”.

Da cidade de Tacoma -WA, Criminal Code; a banda conta com Taiga – guitarra e vocal,  Andrew – baixo, Avi – bateria e acaba de lançar um 12″ EP intitulado “Code Thought” (Inimical Records). Mesmo que nesse novo registro as musicas estejam mais enérgicas e mais bem elaboradas, salvo por “Dry Spell” que apesar de ter muito mais a cara desse disco novo foi regravada, fica claro que a banda não mudou tanto se compararmos com o K7 que saiu ano passado, o que não é ruim de forma alguma considerando que o K7 que só possui 4 musicas também é classe A; eu até arriscaria dizer que o “Code Though” saiu com uma cara mais “revolution summer” e tudo, mas nada que possa definir o som da banda de forma geral, é punk e pronto.Bom, acho que é isso, não tem muita coisa sobre os caras na rede, até mesmo na própria página da banda tem pouca coisa fora as datas de shows, em outros sites o que mais se encontra são pessoas falando que viram eles tocando aqui e alí, mas por fim, quem quiser dar uma conferida é só clicar Criminal Code, e em primeiríssima mão  “Code Thought”. Divirtam-se

Criminal Code – Code Thought (2012) – download

Blank Pages

No ano passado houve uma chuva de bandas novas vindas de vários lugares distintos e curiosamente sempre tocando algo muito similar, um som lento, dançante e na maioria das vezes abordando ótimas temáticas em suas letras, é o caso dessa banda que mesmo tendo aquela cara peculiar das bandas de Portland, vem de Berlin e talvez por se parecer tanto com algumas bandas de lá tenha me chamado a atenção, afinal, mesmo que atualmente muita coisa esteja sendo feita dentro desses “moldes”, são poucas as bandas que ainda me fazem sentar, ligar o toca discos e ficar observado a arte da capa e lendo as letras enquanto a musica toca, “grande coisa né”.

Blank Pages | Berlin – Alemanha 

Acho que vale dizer, só por precaução que existe uma banda de pop rock cristão em Indianapolis que também se chama Blank Pages e um desses dias dando uma olhada na página DO Blank Pages no facebook, eu me deparei com um  post do guitarrista Alex falando sobre as pessoas confundirem as duas bandas, aí vai…

Hello americans,
we came to realize that a lot of you seem to get us confused with the christian Blank Pages from Indianapolis. Whereas we seriously don’t give a fuck whether you “like” us or not, you should be aware that not only are all of us sincere atheists, but we also hold the firm conviction that the christian religion, as much as any other religion for that matter, is medieval bullshit that shouldn’t have a place in the 21st century.
Thank you, good night and fuck your jesus.
Blank Pages

Então, esclarecimentos a parte, eu acho bem animal quando as bandas aparecem e de cara já lançam algum material, fazem uma tour grande e toda essa coisa, foi meio o que aconteceu com os Blank Pages, em Agosto de 2011 os caras fizeram o primeiro show em Berlin e não muito depois lançaram o primeiro registro da banda. Trata-se de um 7″ com 4 musicas que saiu pela Taken by Surprise Records.

Aí você me diz, só 4 musicas? E eu te digo, 4 ótimas musicas, duvida? na Maximum Rock n’ Roll de Maio saiu uma resenha desse disco, se possível e se te interessar dê uma conferida. Bom, talvez um dos atrativos desse registro seja que, além da excelente musicalidade, a ordem em que as musicas foram distribuídas no disco é algo que de alguma forma chama a atenção, logo nas duas primeiras faixas já dá pra saber que os caras não tão de brincadeira mesmo, a terceira faixa “Sleepwalking” soa quase como uma quebra, te preparando pra um final provávelmente inesperado… Por fim, a 4ª e ultima faixa do disco, que também é a minha preferida, intitulada “Unseen” fecha de forma satisfatória mesmo deixando aquela sensação de “podia ter mais uns sons aqui“. Bom, não vou me estender muito, confiram por vocês mesmos e divirtam-se.

Blank Pages – s/t 7″ (2011) – download

Entrevista Tuna

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 E estreando as entrevistas por aqui de um jeito que não poderia ser melhor, um papo classe A com os simpaticíssimos Josimas e Andreza que falaram um pouco do Tuna (SP) que anda espalhando boa musica e cultura libertária mundo a fora. Confiram e divirtam-se!

TSN – Então, acho que como já é de praxe contem um pouco sobre como surgiu a ideia de fazer o Tuna, ou a Tuna, aqui no norte a gente tem o costume de chamar as bandas de “o” mas fiquem a vontade.

Josimas – A ideia de montar a banda surgiu por volta de 2008 mas só conseguimos ter uma formação definida bem depois. Após algumas tentativas com alguns integrantes conseguimos estabilizar uma formação que começou a compor e preparar um set, a ideia era montar uma banda com letras politicas, não tão diretas e explicitas e com musicas dançantes. Assim, surgiu a ideia da banda.

TSN – E como foi a receptividade do publico?

Andreza – Como a gente ensaiava no Espaço Improprio, muitas pessoas ouviam os ensaios, e todos que estavam acompanhando já estavam falando coisas positivas da banda, isso gerou uma expectativa tanto nossa como das pessoas para ver a banda ao vivo. Quando fomos fazer nosso primeiro show, nosso baterista ficou muito doente e acabou falecendo de câncer, ficamos muito abalados e quase não continuamos o projeto, mas com o próprio apoio da família dele e de amigos, fizemos nosso primeiro show no espaço improprio. Foi um show em homenagem a ele, então foi um show muito esperado e emocionante.

Tuna | Espaço Impróprio | São Paulo (foto por: ?)

Josimas – Foi muito importante para nós continuar a tocar mesmo apos à morte do Mudinho. Parece que o mantemos do nosso lado, como se não tivéssemos desistido dele. Então seguimos com os planos que tínhamos feito junto com ele e logo em seguida o Renato entrou na banda, também um grande amigo nosso e envolvido com outros projetos conosco.

TSN – Então, eu tava meio receoso de falar sobre o mudinho, não sabia se o assunto era oportuno, dando uma olhada na arte do disco do Tuna, que por sinal é linda, fica impossível deixar de perceber o texto que vocês incluíram no encarte sobre o envolvimento que vocês tiveram com ele e o envolvimento que ele teve com a banda, desconsiderando o óbvio, qual foi o impacto que o falecimento do mudinho teve na banda?

Andreza – Acho que o Tuna tem um sentimento muito forte por conta disso, nós carregamos muito isso nas coisas que a gente faz e isso faz com que a banda tenha shows fortes que vão desde o alegre, intenso ao triste. Mas sempre mantendo um sentimento forte de continuar fazendo as coisas que acreditamos.

Josimas – O falecimento do mudinho foi devastador, passar pelo processo, que foi rápido, desde o descobrimento da doença ate o falecimento, nos abalou, fortaleceu depois, mas manteve a gente com um sentimento único que sempre é transmitido nos shows, como a Andreza disse, mudamos nossa postura, nossos sentimentos quando estamos juntos. O mudinho está conosco em tudo, na arte do LP fizemos uma grande homenagem a ele, a questão do galo se dá, pois ele tinha um galo desde os 6 anos e quisemos deixar isso eternizado.

TSN – Nossa que massa, esse é um fato curioso. E como foi ter um integrante novo na banda substituindo parcialmente alguém que teve um peso tão notório na vida de vocês como sujeitos e como banda?

Josimas – Bem, o Renato também era amigo do mudinho e a Andreza e eu já tocávamos com o Renato.

Andreza – O Renato é uma pessoa muito importante pra gente, além de ser amigo do mudinho e ter sentido muito com o falecimento dele, ele também faz parte da nossa vida, pois temos coletivos juntos e isso facilitou muito essa transição.

Josimas – É claro que demorou um pouco até o Renato pegar a coisa em si do punk rock, ele sempre tocou hardcore e metal, nunca tinha tocado punk rock, mas isso foi surgindo aos poucos e já estamos compondo musicas com o Renato e tem sido muito bom.

Tuna | foto por: Elaine Campos

TSN – Além do Tuna e da No Gods No Masters, quais são os outros projetos que vocês possuem dentro do punk?

Andreza – Josimas , Renato e eu temos um coletivo chamado cultive resistência. O cultive resistência é a nossa parte criativa, temos como principal objetivo buscar e levar a possibilidade de uma vida mais autônoma e colocar isso em pratica de uma forma real. Lançamos materiais, bandas, damos oficinas, cursos, organizamos eventos, escrevemos, laçamos zines, livros e também temos como projeto a permacultura, colocar em nossas vidas outras maneiras de viver, de uma forma em que haja harmonia com o ambiente, autonomia e liberdade.

TSN – O que de fato é uma ótima iniciativa, tá faltando mais disso aqui no Brasil.

Josimas – Sim, e vamos pouco a pouco construindo essas coisas por aqui.

TSN – Sobre o disco, 7 faixas, punk rock muito bem tocado, capa e arte lindeza, quais são as influências do Tuna em específico, existe nesse caso uma “grande sacada do disco” considerando que o título do disco e as letras são relativamente subjetivas?

Andreza – Difícil falar das influências do Tuna, a banda é formada por 4 pessoas muito diferentes umas das outras no sentido musical.

Josimas – Cada um gosta de muita coisa que os outros gostam, mas existem algumas coisas que são bem peculiares nos gostos musicais e cada um traz isso para o punk rock, mas como dissemos antes, parece que essas influências se tornam bem pequenas quando juntamos tudo pois o sentimento é o que realmente move nossas musicas.

Andreza – Exatamente o que o Josi falou, acho que cada um pega o punk rock e coloca o que sente; e disso tudo sai o Tuna. (risos)

Josimas – É, além de tudo que vivemos e que desejamos viver, é disso que falamos em nossas musicas, de nossas vidas, de como passamos nosso tempo, de como desejamos viver, de como vemos o mundo.

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TSN – A mais ou menos uns 2 ou 3 anos atrás houve um boom em algumas partes dos Estados Unidos e da Europa (especialmente em Portland e em Ümea) do que eu já ví chamarem de “o novo pós punk”, e junto com esse boom uma série de bandas começaram a, digamos, ser mais percebidas, vocês acham que de alguma forma o Tuna recebeu alguma influencia disso tudo pelo fato de ter optado por tocar lento e não rápido?

Josimas – O punk é incrível, consegue se renovar quando começa a perder folego em vários aspectos, essa leva de bandas que tocam o famoso 4 x 4 , o punk rock surgiu enquanto todos buscavam ser copia de bandas hardcore, que já estava ficando saturado.

Acompanhamos muito deste surgimento e do trabalho feito por estas bandas e gostamos bastante delas, as pessoas que ouvirem o nosso disco vão ver que não nos apegamos a isso, criamos uma mescla que não tem muito a cara da maioria destas bandas suecas e estadunidenses… Na verdade tem um pouco por que estamos na mesma cena, temos a mesma proposta de vida e todos bebemos na mesma fonte que é o punk rock anos 70.

TSN – Falando em Europa, ano passado vocês fizeram uma tour por lá, e tocaram também no Punk Illegal que é um festival bem conhecido mundialmente, além de outros, como foi fazer essa tour? Alguma historia em especial? E como a banda foi recebida pelos europeus?

Andreza – Essa tour foi uma experiência muito boa pra gente pois praticamente todos os shows foram marcados por nós mesmos, desde contatar as pessoas, traçar a rota, combinar tudo. A banda não tinha nem feito show no Brasil direito, tanto que quando chegamos de volta da tour europeia, tínhamos feito mais shows lá do que no Brasil.

Nós tínhamos uma gravação, feita com o mudinho, uma gravação ao vivo que resolvemos lançar em LP em homenagem a ele por ter sido o ultimo registro dele, mandamos a gravação para o pessoal do Chicken’s Call que nos ajudou a lançar com outros selos amigos de lá, principalmente da França. Depois disso, resolvemos com o LP em mãos, fazer essa tour de 45 dias; como a banda era desconhecida, estávamos com aquele frio na barriga, mas os shows foram muito bons, conseguimos fazer as pessoas entenderem o sentimento da banda, a interagir com a gente, ter acesso a materiais do Brasil e aos nossos, e isso foi muito bom! Em muitos shows nós não tocamos, apenas demos oficinas e palestras, no Punk Illegal, por exemplo, demos uma palestra sobre punk na ditadura militar no Brasil.

Josimas – É legal dizer que também ficamos um tempo antes de começar a tour com amigos e amigas no norte da Suécia, convivendo juntos.

Tuna | Punk illegal | Munkedal – Suécia (foto por:?)

TSN – Agora a pergunta que eu tava ansioso pra fazer, a tour pelo nordeste, como surgiu a oportunidade? por onde vai passar? tá tudo fechado? vai durar aproximadamente quanto tempo?

Josimas – Bem, desde que começamos a banda sempre quisemos viajar por todas as partes do mundo, o nome Tuna já diz isso, vagabundos que saem pelo mundo organizando coisas, shows; de cara caímos pro velho mundo em uma tour de 29 shows em território europeu e isso foi meio que andar sem engatinhar. Sempre tivemos ótimos contatos com diversos amigos e amigas no nordeste e sempre falamos sobre a possibilidade de irmos para este lugar que tem um charme e atração super especial para nós.

Começamos a ver as possibilidades de fazer alguns shows em algumas cidades, mas vimos que tudo é muito caro se não for dividido em varias cidades e resolvemos esperar um pouco para conseguirmos tempo para uma viagem maior e que seja menos dispendiosa para cada região, por fim, vamos fazer Nordeste, Centro Oeste e um pouquinho do Sudeste pois vamos passar por Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Goiás. A ideia era tentar fazer uma tour sustentável, tentar ao máximo organizar junto os shows, com cada pessoa em cada cidade, sabendo a importância de apoio para quem está se aventurando de carro, levando equipamento, de cidade em cidade, rodando 9 mil km, sentimos fome, sede, necessidade de carinho, atenção e sem deixar de lado os malditos postos de gasolina que ficam com tudo que arrecadamos em cada cidade.

TSN – Demais, vocês já tocaram no nordeste com outras bandas ou é a primeira vez?

Andreza – Nós tivemos a oportunidade de fazer uma tour de zines pelo nordeste, foi incrível.

TSN – Fala um pouco sobre essa tour de zines Andreza.

Andreza – Conseguimos fazer uma tour toda sustentável, viajando até salvador dando oficinas, bate papos, tudo relacionando aos zines que estávamos levando, foi inédito isso no Brasil, uma tour longa, sem bandas e toda sustentável. Nós fomos em 6 pessoas, 3 pessoas do coletivo Cultive Resistência, que são as 3 que tocam no Tuna (Josimas, Renato e eu), e mais 3 pessoas do Rio de Janeiro, do coletivo Hurra e Cooperativa Manjericão. Todos nós tínhamos escritos zines e com isso surgiu a ideia de viajarmos fazendo o lançamento desses zines, dando oficinas, bate-papos, exposições e etc…

Aconteceram desde oficinas de saúde da mulher e comida vegana, até oficinas de permacultura e bate-papos anti-civilização. Começamos em São Paulo, passamos pelo Rio de Janeiro, Vila Velha, Salvador, Simões Filho, Cruz das Almas, Vitoria da Conquista, Belo Horizonte, Divinópolis e por aí vai; em salvador foram 5 dias de atividades, todos os dias, fomos de carro com muito material e vontade.

Josimas – Eu e o Paulo já tínhamos feito alguns shows em algumas cidades do nordeste com uma ex banda nossa, a Execradores e temos fortes laços por lá.

TSN – E as expectativas pra tour?

Josimas – As melhores possíveis, queremos levar tudo que temos de experiência , material e desejo nesta tour, muitas pessoas estão nos ajudando muito em tudo isso. Essa rede que fazemos parte é incrível, tem muita força e vamos trocar muitas coisas boas nesta viagem, iremos com um certo tempo, não tocaremos todos os dias pra podermos ficar um pouco mais próximos as pessoas, dar alguns mergulhos, conhecer as realidades, cozinhar juntos… estamos contando os dias.

TSN – Josimas e Andreza, queria dizer que o papo foi super prazeroso, acho que quando nós conhecemos um pouco mais sobre as bandas que gostamos, de certa forma acabamos nos sentindo mais próximos e consequentemente passamos a gostar e a admirar mais ainda, queria desejar boa sorte pra vocês na tour e força enquanto o Tuna durar, um grande abraço.

Deixo esse espaço pra vocês deixarem um recado ou qualquer coisa pra molecada que vai ler a entrevista.

Josimas – Adorei também o papo, ainda mais hoje que olhando umas fotos do Espaço Improprio, vi algumas fotos do Mudinho e é claro que a emoção foi a mil…

Conheci seu site há alguns dias e fiquei impressionado com o conteúdo, algumas bandas que você postou nele são bem desconhecidas da maioria da cena punk Brasileira e isso eu acho muito bom e produtivo, algumas vezes me parece que temos olhos somente para as bandas já consagradas e deixamos de lado ótimas bandas novas com trabalhos lindíssimos. Desejo toda a força do mundo ao seu site e quem sabe um dia ele não sai das telas e vai para um mundo de papel, um zine talvez. (risos)

Acho que o que temos a deixar está em nossa musica, em nossas letras, nossa vida e deixando claro que todos e todas tem muito a contribuir para um mundo diferente, anti capitalista, voltado mais para a sinceridade, relacionamentos sinceros, construindo nossa própria vida de forma diferente a aquela que nos propõem e enfiam goela abaixo… Obrigado pelo espaço.

Andreza – Valeu Robson pelo espaço e parabéns pela iniciativa do blog “The Same New”. E para as pessoas que vão ler a entrevista, queria muito conseguir me expressar e falar da importância dessa comunidade, dessa rede de trocas, musica, informação, sentimento, resistência e indignação, se não pensarmos juntos, construirmos juntos, nos apoiar, isso tudo um dia acaba… Fazer isso forte é o que temos que ter em mente.

TSN – E pra quem ainda não escutou o Tuna, por favor.

Tuna – O Mudo Mundo Com a Nossa Voz (2011) – download

http://tunapunkrock.com

The Altars

Eu devo admitir que fiquei muito impressionado com essa banda desde a primeira vez que escutei, e não demorou muito pra que eu quisesse adquirir algum material dos caras; de Austin, os Texanos do The Altars.
Já haviam dito isso e eu tenho que concordar, pode até ser exagero meu, mas se você escutar o som dos caras com cuidado pode lembrar bastante em alguns momentos o Articles of Faith, musicalmente, politicamente e até emocionalmente, não tão rápido, obviamente e com diferenças no vocal que é bem mais cantado que gritado, mas como comparações entre bandas de épocas diferentes são quase que inevitáveis fica mais uma pra registro. Ótimas letras, bateria certeira e guitarras empolgantes caracterizam a particularidade impar do punk cataclísmico dessa banda, sem exageros, o bagulho é bom mesmo e eu digo sem pestanejar que foi uma das bandas mais legais que eu escutei essa ano, se não a mais legal até agora.

The Altars | Austin – Texas

A banda foi formada no final de 2007 após o fim do Storm the Tower ( banda anterior de Chris Pfeiffer), então com Chris Pfeiffer – guitarra e vocal, Javi Guerra – guitarra, Worrel Logan – baixo e Baías Brett – bateria,  a banda começou a fazer seus primeiros shows na primavera de 2008, logo em seguida no mesmo ano gravou uma demo que por ter uma boa qualidade e por mostrar de cara o potencial da banda, acabou sendo lançada como um 12″ pela Adelante Discos. em 2009 Javi saiu da banda deixando a guitarra para Matt Badenhop que já havia tocado no Sacred Shock e no Deskonocidos e foi quando a banda começou a fazer mais shows fora da cidade e a trabalhar um provável material novo.

Em 2009 tanto Matt como Logan acabam mudando de cidade e consequentemente tiveram que deixar a banda, é quando Jasmine Mayberry (ex Signal Lost) assume o baixo, e a guitarra cai nas mãos de Kyle Young fechando a atual e até então mais sólida formação da banda. Segundo os próprios caras do Altars em breve sai material novo que será lançado pela Adelante Discos em parceria com a Sabotage Records seguido de uma tour que eu particularmente espero muito passar pelo Brasil. então vamo aguardar que provavelmente vem coisa boa por aí.

The Altars | Beer Land | Austin – Texas (foto por: ? )

Quem ainda não escutou, faça um favor a sí mesmo, baixe, escute, divirta-se, e se gostar compre o material dos caras e apoie a banda que não dá pra ficar só no mp3.

The Altars – s/t (2008) – download